quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Projeto "MPT na Escola" capacita colaboradores a partir de amanhã em Sergipe

Aracajú (SE), 11/01/2010 - Ministério Público do Trabalho em Sergipe, em parceria com a Rede de Atenção à Saúde do Trabalhador – REAST, órgão integrante da Secretaria de Saúde do Município de Aracaju, vai começar amanhã, dia 12, a capacitar coordenadores pedagógicos e representantes de municípios sergipanos para que ponham em prática o projeto MPT na escola.

O objetivo do MPT é fazer com que essas pessoas se tornem multiplicadores no processo de conscientização dos alunos, da comunidade escolar e da sociedade em geral para erradicar o trabalho infantil e a proteger o trabalhador adolescente.

Além de palestras, também haverá apresentação de vídeos e realização de dinâmicas de grupo. A primeira turma receberá o treinamento na sede do MPT em Sergipe, na Av. Des. Maynard, nº 72, bairro Cirurgia. Serão três dias de capacitação, de terça-feira a partir das 8h00, até quinta-feira das 8h00 às 14h00.

PROJETO MPT NA ESCOLA
Além da capacitação de representantes dos municípios e coordenadores pedagógicos, outras ações do projeto visam difundir a sensibilização por meio de distribuição de material de apoio pedagógico sobre a erradicação do trabalho infantil, como: realização de debates em sala de aula sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, promoção de palestras nas escolas para conscientização dos pais sobre a exploração do trabalho de crianças e adolescentes, entre outras ações.

TRABALHO INFANTIL
De acordo com a Constituição Federal, a idade mínima para ser admitido em um trabalho é de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz a partir de quatorze anos, desde que sejam garantidos os direitos trabalhistas previstos para cada espécie. Também deve ser garantido o acesso do trabalhador adolescente à escola.

Fonte: Ascom PRT 20ª Região/ Sergipe

Comunidade portuária apoia campanha de enfrentamento à exploração sexual e tráfico de crianças

Salvador (BA), 16/12/2009 - O auditório da Companhia da Docas do Estado da Bahia – Codeba esteve lotado na tarde de anteontem (14), durante o lançamento da Campanha Enfrentamento à Exploração Sexual e o Tráfico de Crianças e Adolescente nos Portos Baianos. Uma parceria do Ministério Público do Trabalho – MPT, Codeba e Sindicatos dos Trabalhadores nos Serviços Portuários do Estado da Bahia (Suport), dos Portuários de Ilhéus (SPI) e de Candeias (SPC), o projeto busca sensibilizar a comunidade dos portos para a proteção dos direitos da criança e do adolescente. Também entre os parceiros na iniciativa, o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Yves de Roussan – Cedeca, organismo pioneiro no combate às manifestações de violência contra crianças e adolescentes, sobretudo contra a vida e a integridade física e psicológica.

A campanha foi viabilizada com a assinatura do termo de cooperação firmado entre o MPT, Codeba, sindicatos portuários e Cedeca, durante a solenidade. Assinaram o termo o procurador-chefe substituto do MPT/BA, Pacífico Rocha, a procuradora regional do Trabalho Edelamare Melo, que consolidou a formatação da campanha, o diretor-presidente da Codeba, José Muniz Rebouças, o coordenador executivo do Cedeca, Valdemar Almeida Oliveira, e os presidentes dos sindicatos Ulisses Oliveira (Suport), Cristiano Melgaço do Amaral (SPI) e Luiz Borba (SPC). Também presentes na solenidade as procuradoras da Coordenadoria de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente do MPT - Coordinfância, Sandra Faustino e Adriana Campelo.

Sob o mote Criança não é Mercadoria, a campanha pretende conscientizar a sociedade e, em especial, operadores portuários, trabalhadores e usuários dos portos baianos de Salvador, Aratu e Ilhéus, para a erradicação do trabalho infantil e proteção ao trabalhador adolescente. Como foco, as piores formas - tráfico e exploração sexual de crianças e adolescentes -, definidas no Decreto nº 6.481, de 12 de junho de 2008.

O cronograma de atividades também prevê a realização de oficinas/palestras sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), exploração sexual e tráfico de crianças e adolescentes. Para a campanha publicitária foram produzidos banners, cartazes, cartilhas e faixas referentes ao tema, que serão distribuídos para usuários e profissionais que atuam no sistema portuário.

A Bahia ocupa o terceiro lugar em casos de denúncias envolvendo criança e adolescente como vítima sexual. Segundo o Cedeca, a partir de 2005 houve um aumento de 400% de denúncias na Bahia. Em 2005 eram 225 casos e atualmente há 1500 casos registrados.

Fonte: Ascom PRT 5ª Região/ Bahia

Escola de Rondônia é punida por exploração de trabalho infantil

Ji-Paraná/RO, 15/12/2009 - Instituto de educação e assistência social vinculado a entidade evangélica situado no Município de Mirante da Serra, em Rondônia, vai custear pelo período de um ano, a título de Dano Moral Coletivo, bolsa de estudos para 60 crianças e adolescentes encontrados em situação irregular no estabelecimento, o qual mantém 60 de seus 200 alunos em regime de internato, e a cumprir 19 outras obrigações de fazer e não fazer impostas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em Termo de Ajuste de Conduta (TAC).

O termo firmado pela instituição é resultado de investigações realizadas pela procuradora do Trabalho, Carolina Marzola Hirata, que instaurou Inquérito Civil (IC) para apurar denúncias formuladas ao MPT da existência de trabalho infantil em atividades perigosas, insalubres e em período noturno na Escola. Pela conduta irregular, o estabelecimento de ensino sujeitou-se também a pagar R$ 40 mil de multa no caso de descumprir qualquer uma das cláusulas pactuadas com o Ministério Público do Trabalho e R$ 4 mil por trabalhador prejudicado.

As obrigações trabalhistas que a Escola terá de cumprir por força do TAC firmado com o MPT tutelam também os demais empregados do Instituto. Conforme foi informado pelos responsáveis são 30 os trabalhadores com vínculo empregatício com o estabelecimento, sendo 12 professores, 10 supervisores e oito da área administrativa.

RESISTÊNCIA – Para firmar o acordo, o MPT enfrentou uma certa resistência. Foram três audiências realizadas (da primeira participou a procuradora do Trabalho Alzira Melo Costa), mas somente na terceira ocorrida há cinco dias foi possível a assinatura do TAC proposto. Nessa audiência a escola de Mirante da Serra contou com assistência jurídica de advogado departamento jurídico da América Latina do Instituto Adventista de Educação e Assistência.
Em funcionamento há 28 anos na região, o Instituto de Educação e Assistência Social, em total afronta à legislação trabalhista, estatutos da criança e do adolescente e à Constituição Federal tem adotado como prática inserir nas propostas de planos para admissão na escola as condições de trabalho a serem suportadas pelos futuros alunos.

Na inspeção realizada na escola de Mirante da Serra, a procuradora do Trabalho Carolina Marzola Hirata, acompanhada da servidora Lorena Barbosa Correia e da Policia Civil, encontrou crianças e adolescentes trabalhando na cozinha, lavanderia, na limpeza de dormitórios, banheiros e refeitórios, na vacaria, nos serviços de construção civil como ajudante de pedreiro, na aplicação de agrotóxicos e na roça (plantações de milho, mamão, etc), para atender necessidades de manutenção do estabelecimento.

Para agravar ainda mais a conduta irregular do estabelecimento de ensino, os adolescentes encontrados aplicando agrotóxicos, bem como os que trabalhavam na cozinha, nos serviços de limpeza e na vacaria não utilizavam equipamento de proteção individual de qualquer natureza. Além do mais, foram colhidos depoimentos dos internos de existência de trabalho noturno. Portanto, longe de ser caracterizado como educativo.

De acordo com a procuradora Carolina Hirata, muitas das formas de trabalho infantil encontradas na escola rural “se amoldam às elencadas no Decreto 6.481/2008, que regulamenta os artigos 3°, alínea “d” e 4° da Convenção 182 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) , o qual cataloga as piores formas de trabalho infantil.

Ressalta a procuradora que as condições em que as crianças e os adolescentes foram encontrados na escola rural se adaptam a uma doutrina ultrapassada (encampada pelo antigo código de menores) e que foi superada pela doutrina de proteção integral, concebida pela Constituição da República e pela Convenção dos Direitos das crianças.

“É nesse sentido que foram pactuadas as diversas obrigações de fazer e não fazer, para que o trabalho social que a escola realiza, o qual tem repercussão positiva junto à comunidade, continue, mas, agora, afinado com os direitos das crianças e dos adolescentes”, acrescenta a Carolina Hirata.

Junto à comunidade, a procuradora do Trabalho em Ji-Paraná apurou que a educação oferecida pela escola rural de Mirante da Serra é de boa qualidade. Porém, o tipo de trabalho que vinha sendo desenvolvido na entidade passava longe de qualquer trabalho que possa ser caracterizado como educativo, na avaliação da procuradora.

OS TRABALHOS
Na vistoria realizada na escola a procuradora do Trabalho encontrou menor de 13 anos vigiando a portaria, que informou ser responsável pelo posto das 07:00 às 11:30 horas e um outro pelo turno das 13:00 e 17:30. No interior da instituição foi encontrado outro menor de 16 anos com uma borrifadora de veneno para matar o mato.
O mesmo jovem declarou fazer outros serviços como: cortar árvores e grama, rastelar, e ainda trabalhar com construção civil, sem uso de EPIs.
Na cozinha foram encontradas internas cozinhando, fazendo a limpeza e arrumação do local e lavando louças. Os turnos de trabalho na cozinha vão das 05:00 às 06:30 (denominado de “madrugação”) até às 21:00 quando preparam a janta e lavam louças. No dormitório feminino, os serviços de limpeza, inclusive de banheiros e chuveiros começam cedo: 7h00 e são encerrados às 15h30, com turnos intermediários.

Na lavanderia, os turnos começam às 7h00 e terminam às 17h30. Os menores que trabalham como vaqueiros começam a jornada às 3 horas da manhã e completam às 10 horas. Outra turma trabalha das 13:00 às 17:30 “mexendo com o gado” (tirar leite, moxar, curar, aplicar vacina, conduzir) e no conserto de cercas, roça do pasto, corte de cana para alimentar o rebanho, e extração de mandioca para alimentar os peixes de uma represa.

Na construção civil as atividades são de serventes de pedreiro e pintor. E na agricultura, as atividades são roçar, plantar, colher e serviços de balizamento para a aplicação de veneno feita por uma máquina. Todas as atividades eram realizadas sem o uso de equipamento de proteção individual.

Fonte: Procuradoria do Trabalho no Município de Ji-Paraná/RO

Procuradoria do Trabalho de Cascavel realiza capacitação de coordenadores pedagógicos

Curitiba (PR), 20/11/2009 - A Procuradoria do Trabalho no município de Cascavel concluiu esta semana mais uma etapa do Projeto MPT na Escola. Foi realizada, pela Procuradora do Trabalho Sueli Bessa, a capacitação de 53 coordenadores pedagógicos da rede de escolas municipais e estaduais dos municípios de Planalto, Capanema e Francisco Beltrão.
A formação dos coordenadores pedagógicos, orientada pelos coordenadores regionais da Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Coordinfância), é uma das etapas do Projeto, que possibilitará a alunos de escolas públicas de todo país acesso a informações sobre trabalho infantil.
O MPT na Escola foi lançado oficialmente em junho pela Coordinfância, com a publicação da cartilha “Brincar, estudar, viver... Trabalhar, só quando crescer” para ser usada em sala de aula nas escolas públicas já em 2010. Foram produzidos 250 mil exemplares. Segundo a coordenadora nacional, Mariane Josviak, as cartilhas serão usadas como material de apoio pedagógico sobre prevenção e erradicação do trabalho infantil e proteção ao trabalhador adolescente.
No dia 30 de novembro acontece a capacitação de professores das redes estadual e municipal de Cascavel.
Fonte:ASCOM PRT da 9° Região/ Paraná

Iniciativa cearense obtém menção honrosa no Prêmio Anamatra de Direitos Humanos

Programa de Educação contra a Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente é reconhecido

Fortaleza (CE), 20/11/2009 - A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) anunciou os três finalistas em cada uma das três categorias (“Judiciário Cidadão”, “Imprensa” e “Instituição”) da 3ª edição do Prêmio Anamatra de Direitos Humanos. Na categoria instituição, a Comissão Julgadora também conferiu menção honrosa a dois trabalhos, um da categoria Imprensa e um da categoria Instituição, este último o Programa de Educação contra a Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Peteca), desenvolvido no Ceará a partir da iniciativa do Ministério Público do Trabalho (MPT), União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e Universidade Federal do Ceará (UFC) .

O Peteca foi lançado em outubro de 2008, quando 92 educadores de 51 municípios foram capacitados num curso de 40 horas/aula para atuarem como coordenadores do Programa em suas cidades. Na segunda etapa do programa, eles promoveram oficinas de 20 horas/aula para multiplicação do conteúdo recebido no curso aos demais professores das escolas de ensino fundamental da rede municipal. A terceira fase foi a abordagem do tema trabalho infantil em sala durante 12 horas/aula.

Ao longo de 2009, o Peteca superou as expectativas da coordenação estadual e alcançou mais de 2 mil professores e 90 mil estudantes cearenses. Após discutirem o tema com alunos, pais dos estudantes e a comunidade em geral, as escolas estimularam a produção de tarefas escolares, o que resultou em mais de 5 mil trabalhos divididos em categorias como artes cênicas, artes visuais (desenhos, fotomontagens), composição (música e paródia) e literatura (poesias e cordéis). Os estudantes, professores e escolas autores das melhores atividades foram premiados em evento realizado em outubro último em Fortaleza.

A menção honrosa conferiada agora pela Anamatra, segundo o procurador do Trabalho Antonio de Oliveira Lima, idealizador e um dos coordenadores estaduais do Peteca, é motivo de orgulho e satisfação de todos os educadores que se engajaram no Programa e a ele dedicaram valorosos esforços. Ele conta que, para 2010, o Programa atenderá um número ainda maior de cidades, tendo em vista que outros 44 municípios manifestaram adesão e enviaram educadores para o novo curso de capacitação realizado no mês passado. “Com isso, já chegam a noventa e cinco os municípios envolvidos”, comemora.

A homenagem prestada pela Anamatra vem se somar a outros reconhecimentos recebidos pelo Peteca. Há cerca de um mês, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) informou que o Programa desenvolvido no Ceará irá constar do relatório produzido a cada dois anos pela Instituição, em que são apontados exemplos de boas práticas de combate ao trabalho infantil adotadas em diversas partes do mundo. No semestre passado, o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI) destacou a importância da iniciativa e convidou o procurador para apresentar o Peteca aos participantes da reunião ordinária da entidade em Brasília. O êxito do Peteca no Ceará também levou o MPT a estender os ideais do Programa a todos os dema is estados do País, com a criação do Projeto MPT na Escola.

O 3º Prêmio Anamatra teve como finalistas indicados na categoria Judiciário Cidadão os projetos Aprendendo Direitinho (ministro Eros Grau, STF), Luta pelos Direitos dos Deficientes (TRT-RS) e Movimento Cornélio Solidário (Vara do Trabalho de Cornélio Procópio-PR). Na categoria Imprensa, os finalistas são reportagens produzidas e veiculadas pela TV Bandeirantes (SP), Sport TV/TV Globo (RJ) e Correio Braziliense (DF). Na categoria instituição, foram indicados o Comitê de Cidadania contra a Fome, Miséria e Pela Vida (RS), Comitê Pró-Infância (MT) e Fundação de Rotarianos de São Paulo (SP). Caberá ao Conselho de representantes da Anamatra, em reunião marcada para o dia 9 de dezembro, decidir sobre os 1º, 2º e 3º colocados em ca da categoria. Além do Peteca, terá menção honrosa o Jornal Extra (RJ).

Fonte: Ascom PRT da 7ª Região/ Ceará

MPT e Codeba lançam campanha de enfrentamento à exploração sexual e tráfego de criança e adolescente

Salvador (BA), 10/12/2009 - O Ministério Público do Trabalho – MPT e a Companhia das Docas do Estado da Bahia - Codeba lançam, na próxima segunda-feira (14), às 16h30, a Campanha Enfrentamento à Exploração Sexual e o Tráfego de Crianças e Adolescente nos Portos Baianos. O evento será realizado no auditório da Codeba (Av. França, 1.551, Comércio), com a presença dos principais organismos que atuam na questão e representantes da comunidade portuária.

A campanha foi viabilizada com a assinatura da cláusula de responsabilidade social no termo de cooperação firmado entre a Codeba e o MPT, conduzido pela procuradora Edelamare Melo, representante da Coordenadoria de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente. O compromisso inclui os sindicatos Suport/Ba (Sindicato Unificado dos Trabalhadores nos Serviços Portuários do Estado da Bahia), SPI (Sindicato dos Portuários de Ilhéus), SPC (Sindicato dos Portuários de Candeias) e a FNP (Federação Nacional dos Portuários).

O projeto busca conscientizar a sociedade e, em especial, operadores portuários, trabalhadores e usuários dos portos baianos de Salvador, Aratu e Ilhéus, para a erradicação do trabalho infantil e proteção ao trabalhador adolescente. Como foco, as piores formas - tráfico e exploração sexual de crianças e adolescentes -, definidas no Decreto nº 6.481, de 12 de junho de 2008.

A campanha também prevê a realização de oficinas/palestras sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), exploração sexual e tráfico de crianças e adolescentes. Para a campanha publicitária foram produzidos banners, cartazes, cartilhas e faixas referentes ao tema, que serão distribuídos para usuários e profissionais que atuam no sistema portuário.

Fonte: Ascom 5ª Região/ Bahia

Procurador recebe Prêmio de Direitos Humanos da Presidência da República

Cearense de Morada Nova, Antonio de Oliveira Lima é reconhecido pelo trabalho em prol da criança

Fortaleza (CE), 21/12/2009 - O procurador do Trabalho Antonio de Oliveira Lima, titular da Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Coordinfância) no Ministério Público do Trabalho (MPT) no Ceará, recebeu, dia 21, às 9 horas, no Palácio do Itamaraty, em Brasília (DF), o Prêmio de Direitos Humanos 2009 na categoria "Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente". A escolha partiu da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República. A entrega do prêmio estava prevista para ocorrer no último dia 15, como parte das comemorações da Declaração Universal dos Direitos Humanos, mas teve de ser adiada para amanhã em razão da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Copenhague, onde participou da COP-15.

A outorga do prêmio ao procurador (natural de Morada Nova-CE) é um reconhecimento ao trabalho desenvolvido por ele no combate ao trabalho infantil e na defesa e promoção dos direitos das crianças e adolescentes. Em sua 15ª edição, o Prêmio, concedido pelo Governo Federal e composto por uma escultura e um certificado, destina-se a pessoas físicas e instituições que desenvolvam ações na área dos direitos humanos, em 16 categorias (entre elas segurança pública, enfrentamento à tortura, direito à memória e à verdade, garantia dos direitos da população LGBT, entre outras). Em cada categoria, há apenas uma pessoa premiada.

"O Prêmio Direitos Humanos procura contemplar as ações mais importantes da sociedade em busca do avanço da cidadania em nosso país", afirmou Erasto Fortes Mendonça, coordenador-geral de Educação em Direitos Humanos da SEDH. Na avaliação de Mendonça, o Prêmio tem ainda o objetivo de estimular a todos aqueles que atuam nesta área a continuarem com seus trabalhos. Além de ter histórico de atuação na área de direitos humanos, os homenageados devem ter desenvolvido ações relevantes no período de 2006 a 2009, na área em que são sugeridos. Após a entrega do prêmio, será publicado livro-resumo com os históricos (perfis) dos premiados. Entre as várias pessoas e instituições que já foram agraciadas com o prêmio ao longo dos 15 anos de sua existência estão o sociólogo Herbert de Souza (o Betinho), o cardeal emérito de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, a novelista Glória Perez, o padre Júlio Lancelotti, a Central Única das Favelas (Cufa), a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e o Fórum em Defesa dos Direitos Indígenas.

A categoria "Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente" compreende a atuação relacionada à implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei Federal nº 8.069/90) que, entre outras regras, estabelece, no artigo 60, que é proibido qualquer trabalho a menores de 16 anos de idade, salvo na condição de aprendiz. O procurador Antonio de Oliveira Lima é o idealizador, no Ceará, do Programa de Educação contra a Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Peteca), que, através da capacitação de cerca de dois mil professores das redes públicas municipais, já levou a abordagem do tema trabalho infantil às salas de aula de 900 escolas, atendendo a cerca de 90 mil estudantes.

O Peteca é um programa de educação continuada lançado em outubro de 2008, fruto de várias outras iniciativas anteriores como a série de seminários regionais que o procurador conduziu desde 2006, no Estado, visando conscientizar a sociedade sobre os malefícios do trabalho precoce à saúde, à educação e ao desenvolvimento social e intelectual de crianças e adolescentes. O Ceará é, atualmente, o terceiro estado no ranking nacional da exploração do trabalho de crianças e adolescentes, com 294 mil meninos e meninas de 5 a 17 anos explorados em sua força de trabalho (em todo o País, são 4,5 milhões). O Peteca inspirou o Ministério Público do Trabalho (MPT) a adotar, em junho deste ano, o projeto MPT na Escola, estendendo a filosofia do Programa às escolas de outros Estados.

Créditos: Luís Akai
Fonte: Ascom 7ª Região/ Ceará